Histórico

Os vigilantes brasileiros até 19 de fevereiro de 1989 eram representados por uma comissão composta por 04 estados; o Distrito Federal, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Paraná, representantes desses estados reuniram-se em vários encontros nacionais promovidos por esta comissão na tentativa de cria uma só entidade que os representassem. Partiram de imediato ao trabalho, entrando em contato com todas as associações conhecidas. A ideia foi muito bem recebida.

Em fevereiro de 89 esta comissão propõe um encontro nacional para fundar a Federação Nacional dos Vigilantes – FENAV e assume a presidência o Sr. Francisco Domingo dos Santos e o Sr. José Boaventura Santos como Secretário Geral que se propôs a dirigir o mandato tampão até o próximo congresso. Nesse mesmo período São Paulo, Estado com vários sindicatos, funda uma Federação Estadual.

A ideia da criação da Federação Nacional dos Vigilantes – FENAV era cada vez mais forte e em 24 de fevereiro de 1990 foi realizado o 1º Congresso dos Vigilantes sendo eleita a nova diretoria da entidade, fui eleito como Presidente da Federação e o Sr. José Boaventura Santos do Sindicato da Bahia permaneceu como Secretário Geral.

A FENAV realizou várias atividades regionais e nacionais mais estava concretizado um racha, tendo como motivo a divergência política e ideológica do passado. Como não poderia deixar de ser, com o intuito de chegar ao equilíbrio, reuniões se sucederam, e eu, Vicente Lourenço e José Boaventura percebemos a necessidade de estar dialogando com os setores que já estavam organizados em federações estaduais como São Paulo, Rio Grande do Sul e Paraná.

Retornando a São Paulo, discutimos em vários encontros a necessidade de retomar a construção das nossas lutas nacionais. Reuniões em que participavam Vicente Lourenço – DF, José Boaventura – BA, Cicero – PR, Ivo – RS, Bandeira – RJ e Mesquita –PA. Na ocasião nos estávamos dispostos a abrir mão da FENAV em defesa da construção de uma entidade que nos aglutinasse de novo, a ideia de se estabelecer uma Confederação Nacional dos Vigilantes foi pela primeira vez discutida. No entanto a criação de uma CNTV, gerou problema e impasse dentro dos Sindicatos dos Vigilantes do DF e do Estado da Bahia, vez que os sindicatos eram CUTistas e alguns diretores não admitiam tal representação. Eu e José Boaventura da Bahia não tínhamos medo da Criação de uma Confederação, pois defendíamos uma CNTV democrática e diferente das entidades (federações) apresentadas naquela ocasião.

Em articulações realizadas em São Paulo fechamos um acordo da fundação da CNTV, tínhamos uma comissão para encaminhar a fundação que era composta por Vicente – DF, Cicero PR, Iran – RN, Ivo – RS e Dr. Ageu – São Paulo.

De uma reunião realizada na Capital Federal, foi marcado um encontro nacional no Rio Grande do Norte, para discutir os critérios, filiação, interesse, abrangência nacional e apoio. Como seria a Confederação? No encontro havia duas linhas de pensamentos; um grupo representado por Bandeira- RJ e Mesquita-PA que defendia uma confederação Getulista e de outro o grupo liderado por Vicente DF, Cícero- PR e Iran que defendiam uma confederação democrática com os sindicatos e federações filiando diretamente a Confederação. Procedido ao certame, a proposta da Confederação democrática foi vencedora, sendo instituída em 1992 em encontro no estado do Paraná.

Hoje, depois de 16 anos, e com cerca de 120 entidades de base ou 1º grau (sindicatos) e de 2° graus (federações estaduais, regionais e interestaduais), a Confederação Nacional dos Vigilantes, sob a presidência e liderança de um dos seus idealizadores, Sr. José Boaventura Santos, vem atuando intensamente e nacionalmente, com mobilizações e lutas de forma organizada pela proteção e valorização dos vigilantes, tendo como parceira a nossa atual Federação Interestadual dos Vigilantes.

Artur Lucio de Almeida Vasconcelos

Presidente da Federação Interestadual dos Vigilantes.

 
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